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É possível editar embriões humanos? | Super Interessante nº 326 de Abril de 2026

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Hay existencias

A ciência e os seus dilemas.
Há momentos na história da ciência em que uma pergunta deixa de ser teórica e se torna uma possibilidade real. Sem dúvida, a genética vive agora um desses momentos. Durante décadas, alterar o ADN humano pertencia ao domínio da especulação; hoje, ferramentas como o CRISPR transformaram esse horizonte num debate tangível. Até onde deveremos ir? É legítimo intervir em embriões humanos para evitar doenças antes mesmo de surgirem? Uma verdadeira referência nesta área, Lluís Montolliu (investigador do CSIC), convida-nos a explorar o estado atual da edição genética, as suas enormes promessas terapêuticas e as dúvidas científicas e éticas que acompanham uma tecnologia capaz de reescrever o nosso próprio código biológico. Mas a ciência não progride apenas nos laboratórios. Neste número, descobrimos por que razão, apesar de vivermos rodeados de tecnologia, continuamos, por vezes, a reagir como autênticos trogloditas urbanos; analisamos mistérios médicos que ainda desconcertam a medicina moderna, exploramos de que forma a fome pode alterar o funcionamento do nosso cérebro e o seu circuito de recompensa; aprofundamos a hipótese de que alguns processos biológicos recorram a fenómenos próprios da física quântica, ou de que os animais possuam algo semelhante ao sentido de humor; e analisamos uma das grandes questões tecnológicas do momento: como funciona, de facto, a IA e até que ponto «pensa» como os humanos. Como nos recorda o neurocientista António Damásio, um dos grandes exploradores do cérebro e da relação entre emoção, mente e consciência: por detrás de cada avanço científico, no final, pulsa sempre a mesma inquietação, compreender melhor quem somos e até onde podemos chegar.

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A ciência e os seus dilemas.
Há momentos na história da ciência em que uma pergunta deixa de ser teórica e se torna uma possibilidade real. Sem dúvida, a genética vive agora um desses momentos. Durante décadas, alterar o ADN humano pertencia ao domínio da especulação; hoje, ferramentas como o CRISPR transformaram esse horizonte num debate tangível. Até onde deveremos ir? É legítimo intervir em embriões humanos para evitar doenças antes mesmo de surgirem? Uma verdadeira referência nesta área, Lluís Montolliu (investigador do CSIC), convida-nos a explorar o estado atual da edição genética, as suas enormes promessas terapêuticas e as dúvidas científicas e éticas que acompanham uma tecnologia capaz de reescrever o nosso próprio código biológico. Mas a ciência não progride apenas nos laboratórios. Neste número, descobrimos por que razão, apesar de vivermos rodeados de tecnologia, continuamos, por vezes, a reagir como autênticos trogloditas urbanos; analisamos mistérios médicos que ainda desconcertam a medicina moderna, exploramos de que forma a fome pode alterar o funcionamento do nosso cérebro e o seu circuito de recompensa; aprofundamos a hipótese de que alguns processos biológicos recorram a fenómenos próprios da física quântica, ou de que os animais possuam algo semelhante ao sentido de humor; e analisamos uma das grandes questões tecnológicas do momento: como funciona, de facto, a IA e até que ponto «pensa» como os humanos. Como nos recorda o neurocientista António Damásio, um dos grandes exploradores do cérebro e da relação entre emoção, mente e consciência: por detrás de cada avanço científico, no final, pulsa sempre a mesma inquietação, compreender melhor quem somos e até onde podemos chegar.

A ciência e os seus dilemas.
Há momentos na história da ciência em que uma pergunta deixa de ser teórica e se torna uma possibilidade real. Sem dúvida, a genética vive agora um desses momentos. Durante décadas, alterar o ADN humano pertencia ao domínio da especulação; hoje, ferramentas como o CRISPR transformaram esse horizonte num debate tangível. Até onde deveremos ir? É legítimo intervir em embriões humanos para evitar doenças antes mesmo de surgirem? Uma verdadeira referência nesta área, Lluís Montolliu (investigador do CSIC), convida-nos a explorar o estado atual da edição genética, as suas enormes promessas terapêuticas e as dúvidas científicas e éticas que acompanham uma tecnologia capaz de reescrever o nosso próprio código biológico. Mas a ciência não progride apenas nos laboratórios. Neste número, descobrimos por que razão, apesar de vivermos rodeados de tecnologia, continuamos, por vezes, a reagir como autênticos trogloditas urbanos; analisamos mistérios médicos que ainda desconcertam a medicina moderna, exploramos de que forma a fome pode alterar o funcionamento do nosso cérebro e o seu circuito de recompensa; aprofundamos a hipótese de que alguns processos biológicos recorram a fenómenos próprios da física quântica, ou de que os animais possuam algo semelhante ao sentido de humor; e analisamos uma das grandes questões tecnológicas do momento: como funciona, de facto, a IA e até que ponto «pensa» como os humanos. Como nos recorda o neurocientista António Damásio, um dos grandes exploradores do cérebro e da relação entre emoção, mente e consciência: por detrás de cada avanço científico, no final, pulsa sempre a mesma inquietação, compreender melhor quem somos e até onde podemos chegar.