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Ilusões sensoriais | Super Interessante Digital nº 302 de Junho de 2023

1,60 

Onosso cérebro torna-nos a vida muito mais fácil: adaptase ao ambiente e «modula» a realidade de acordo com aquilo que interpreta que precisamos. Poder-se-ia dizer que faz da necessidade uma virtude. Uma das faculdades humanas em que esta maravilhosa flexibilidade pode ser vislumbrada reside no fenómeno da pareidolia, um facto percetivo que cria imagens familiares onde estas não existem na verdade. Tal como o neurocientista Jeff Hawkins descobriu, o cérebro humano faz previsões baseadas em padrões armazenados na sua memória. Por outras palavras, quando recebe imagens, tenta codificá-las em formatos que podemos compreender, e fá-lo seguindo padrões que nos são familiares (rostos, animais, objetos do dia a dia) de modo a facilitar-nos a interpretação do que temos à nossa frente. A pareidolia, por outro lado, faz sentido de um ponto de vista evolutivo, segundo o psicólogo Rob Jenkins da Universidade de York (Inglaterra). «Se há um rosto por perto, há uma mente por perto». E isso significa que há alguém que pode potencialmente fazer-me muito bem ou muito mal». A grande maioria de nós já experimentou pareidolia em algum momento e encontrou a figura de um elefante numa nuvem ou um rosto num tronco de árvore, por exemplo. Este é o curioso tema de capa que lhe trazemos, tão fascinante como todos os outros que irá ler nesta edição: a biópsia líquida como método não invasivo de monitorização do cancro, as placas de ardósia em forma de coruja, que a Gronelândia era um paraíso verde há milhões de anos atrás, as dez alergias mais estranhas ratificadas pela ciência, robôs que reparam satélites no próprio espaço, o mistério do clítoris, e muitos mais. Desfrute da sua leitura.

Ilusões sensoriais | Super Interessante Digital nº 302 de Junho de 2023

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Onosso cérebro torna-nos a vida muito mais fácil: adaptase ao ambiente e «modula» a realidade de acordo com aquilo que interpreta que precisamos. Poder-se-ia dizer que faz da necessidade uma virtude. Uma das faculdades humanas em que esta maravilhosa flexibilidade pode ser vislumbrada reside no fenómeno da pareidolia, um facto percetivo que cria imagens familiares onde estas não existem na verdade. Tal como o neurocientista Jeff Hawkins descobriu, o cérebro humano faz previsões baseadas em padrões armazenados na sua memória. Por outras palavras, quando recebe imagens, tenta codificá-las em formatos que podemos compreender, e fá-lo seguindo padrões que nos são familiares (rostos, animais, objetos do dia a dia) de modo a facilitar-nos a interpretação do que temos à nossa frente. A pareidolia, por outro lado, faz sentido de um ponto de vista evolutivo, segundo o psicólogo Rob Jenkins da Universidade de York (Inglaterra). «Se há um rosto por perto, há uma mente por perto». E isso significa que há alguém que pode potencialmente fazer-me muito bem ou muito mal». A grande maioria de nós já experimentou pareidolia em algum momento e encontrou a figura de um elefante numa nuvem ou um rosto num tronco de árvore, por exemplo. Este é o curioso tema de capa que lhe trazemos, tão fascinante como todos os outros que irá ler nesta edição: a biópsia líquida como método não invasivo de monitorização do cancro, as placas de ardósia em forma de coruja, que a Gronelândia era um paraíso verde há milhões de anos atrás, as dez alergias mais estranhas ratificadas pela ciência, robôs que reparam satélites no próprio espaço, o mistério do clítoris, e muitos mais. Desfrute da sua leitura.