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Portugal em África | Super História Ed. Biblioteca nº 71

11,99 €

Hay existencias

África, o longo horizonte português.
Durante mais de cinco séculos, África foi para Portugal horizonte, espelho e prova. Foi ali que o reino ensaiou a sua expansão, procurou riquezas, abriu rotas, ergueu fortalezas e estabeleceu alianças; mas foi também ali que encontrou resistências, rivalidades imperiais e os limites do seu próprio poder. Da conquista de Ceuta, em 1415, às independências de 1975, a presença portuguesa em África nunca foi uma história linear. Ao longo desse percurso, o império mudou de forma e de linguagem. Houve comércio e evangelização, tráfico de escravos e mestiçagem, diplomacia e guerra, cidades portuárias, missões, expedições e fronteiras traçadas longe das populações que nelas viviam. Houve lugares, como a Etiópia, onde Portugal descobriu que nem todo o contacto podia transformar-se em domínio; e momentos, como a Conferência de Berlim ou o Ultimato britânico, em que percebeu que a antiguidade dos seus direitos já não bastava perante a força das novas potências. No século XX, África passou a ocupar um lugar central na própria ideia de Portugal. O Estado Novo transformou o império em mito nacional, apresentou-o como prova de uma vocação pluricontinental e tentou fixar através da propaganda aquilo que a história começava a desfazer. Quando chegaram as guerras de Angola, Guiné e Moçambique, a defesa do Ultramar tornou-se uma questão militar, diplomática e política. Percorremos essa relação sem nostalgia nem simplificações. Porque compreender o império português em África significa compreender também Portugal: as suas ambições, contradições, traumas e uma herança que, meio século depois das independências, continua viva na língua, na memória e nas relações entre os povos. Uma história demasiado humana e contraditória para ser reduzida simplesmente a vencedores, vencidos e fronteiras.

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África, o longo horizonte português.
Durante mais de cinco séculos, África foi para Portugal horizonte, espelho e prova. Foi ali que o reino ensaiou a sua expansão, procurou riquezas, abriu rotas, ergueu fortalezas e estabeleceu alianças; mas foi também ali que encontrou resistências, rivalidades imperiais e os limites do seu próprio poder. Da conquista de Ceuta, em 1415, às independências de 1975, a presença portuguesa em África nunca foi uma história linear. Ao longo desse percurso, o império mudou de forma e de linguagem. Houve comércio e evangelização, tráfico de escravos e mestiçagem, diplomacia e guerra, cidades portuárias, missões, expedições e fronteiras traçadas longe das populações que nelas viviam. Houve lugares, como a Etiópia, onde Portugal descobriu que nem todo o contacto podia transformar-se em domínio; e momentos, como a Conferência de Berlim ou o Ultimato britânico, em que percebeu que a antiguidade dos seus direitos já não bastava perante a força das novas potências. No século XX, África passou a ocupar um lugar central na própria ideia de Portugal. O Estado Novo transformou o império em mito nacional, apresentou-o como prova de uma vocação pluricontinental e tentou fixar através da propaganda aquilo que a história começava a desfazer. Quando chegaram as guerras de Angola, Guiné e Moçambique, a defesa do Ultramar tornou-se uma questão militar, diplomática e política. Percorremos essa relação sem nostalgia nem simplificações. Porque compreender o império português em África significa compreender também Portugal: as suas ambições, contradições, traumas e uma herança que, meio século depois das independências, continua viva na língua, na memória e nas relações entre os povos. Uma história demasiado humana e contraditória para ser reduzida simplesmente a vencedores, vencidos e fronteiras.

África, o longo horizonte português.
Durante mais de cinco séculos, África foi para Portugal horizonte, espelho e prova. Foi ali que o reino ensaiou a sua expansão, procurou riquezas, abriu rotas, ergueu fortalezas e estabeleceu alianças; mas foi também ali que encontrou resistências, rivalidades imperiais e os limites do seu próprio poder. Da conquista de Ceuta, em 1415, às independências de 1975, a presença portuguesa em África nunca foi uma história linear. Ao longo desse percurso, o império mudou de forma e de linguagem. Houve comércio e evangelização, tráfico de escravos e mestiçagem, diplomacia e guerra, cidades portuárias, missões, expedições e fronteiras traçadas longe das populações que nelas viviam. Houve lugares, como a Etiópia, onde Portugal descobriu que nem todo o contacto podia transformar-se em domínio; e momentos, como a Conferência de Berlim ou o Ultimato britânico, em que percebeu que a antiguidade dos seus direitos já não bastava perante a força das novas potências. No século XX, África passou a ocupar um lugar central na própria ideia de Portugal. O Estado Novo transformou o império em mito nacional, apresentou-o como prova de uma vocação pluricontinental e tentou fixar através da propaganda aquilo que a história começava a desfazer. Quando chegaram as guerras de Angola, Guiné e Moçambique, a defesa do Ultramar tornou-se uma questão militar, diplomática e política. Percorremos essa relação sem nostalgia nem simplificações. Porque compreender o império português em África significa compreender também Portugal: as suas ambições, contradições, traumas e uma herança que, meio século depois das independências, continua viva na língua, na memória e nas relações entre os povos. Uma história demasiado humana e contraditória para ser reduzida simplesmente a vencedores, vencidos e fronteiras.